O investimento anual por aluno no Brasil, considerando do ensino fundamental ao superior, chegou a US$ 4.133 em 2023. O valor corresponde a cerca de 30% da média de US$ 13.601 registrada entre os países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Os números fazem parte do relatório Panorama da Educação 2026, divulgado nesta terça-feira, 29 de setembro. O levantamento reúne informações de 50 países e ajusta os valores para reduzir as diferenças de custo de vida entre as economias analisadas.
Embora o gasto por estudante seja menor, o Brasil destinou 4,5% do Produto Interno Bruto à educação em 2023. A proporção superou a média de 4% observada entre os países da OCDE, mas o relatório também indica redução desse investimento ao longo dos últimos anos.
A diferença aparece em todas as etapas de ensino. Nos anos iniciais do fundamental, o gasto brasileiro foi de US$ 4.064 por aluno, diante de US$ 12.893 na média da OCDE. Nos anos finais, os valores ficaram em US$ 4.390 no Brasil e US$ 14.291 entre os países da organização.
O relatório mostra ainda que 75% das despesas operacionais do ensino fundamental brasileiro são destinadas à remuneração de professores e demais profissionais da educação. Na média da OCDE, essa participação chega a 79%.







