Um elefante-marinho chamou a atenção de moradores ao aparecer na faixa de areia de Balneário Quintão, em Palmares do Sul, na manhã desta segunda-feira (17). O animal, possivelmente um exemplar jovem ou uma fêmea do gênero Mirounga, permaneceu no local para descansar.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Projetos e Meio Ambiente, Aluizio Dias, conhecido como Verdinho, esse comportamento é considerado normal. Especializado em Biologia Marinha, ele explicou que esses animais podem deixar temporariamente o mar para recuperar energia, descansar ou realizar a troca da pelagem durante suas rotas de migração.
“É um comportamento completamente normal. Esses mamíferos marinhos costumam sair da água para recuperar energias, descansar ou realizar a muda da pelagem durante suas rotas de migração”, explicou o secretário.
Aluizio também reforçou que moradores e visitantes não devem se aproximar do animal. A recomendação é manter uma distância segura, não oferecer alimentos, não jogar água, evitar barulhos e impedir a aproximação de cães ou de outros animais domésticos.
“Respeitar esse momento de repouso é fundamental para o bem-estar e a preservação da nossa fauna marinha”, destacou.
A orientação é que o elefante-marinho seja observado apenas de longe, sem qualquer tentativa de contato. Mesmo que pareça parado ou cansado, isso não significa necessariamente que esteja doente, pois o descanso em terra faz parte do comportamento desses mamíferos.
Caso um animal marinho seja encontrado debilitado, ferido ou em uma área de risco, a população deve comunicar os órgãos ambientais do município, a Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM) ou o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ceclimar/UFRGS).
O aparecimento reforça a importância da conscientização e do respeito à fauna silvestre presente no litoral gaúcho.
• Mantenha distância do animal;
• Não tente tocá-lo, alimentá-lo ou molhá-lo;
• Evite gritos, barulhos e aglomerações;
• Não permita a aproximação de cães;
• Não bloqueie o caminho entre o animal e o mar;
• Em caso de ferimento ou risco, acione os órgãos ambientais, a PATRAM ou o Ceclimar/UFRGS.




