A disputa pelo Governo do Rio Grande do Sul segue completamente aberta e promete ser decidida voto a voto. A pesquisa Real Time Big Data divulgada no dia 10 de setembro mostra Zucco (PL) com 36% das intenções de voto, Juliana Brizola (PDT) com 35% e Gabriel Souza (MDB) com 22%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Zucco e Juliana estão tecnicamente empatados. Na prática, o candidato do PL pode aparecer entre 34% e 38%, enquanto a representante do PDT pode variar entre 33% e 37%.

Depois dos três primeiros colocados, Marcelo Maranata (PSDB) aparece com 3%. Cesar Pontes (PCO), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU) somam 1%. Votos brancos e nulos representam 2%, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu.

Empate também no segundo turno

O equilíbrio fica ainda mais evidente na principal simulação de segundo turno. Em um confronto direto, Zucco e Juliana Brizola aparecem rigorosamente empatados, com 44% das intenções de voto para cada um. Outros 7% afirmam que votariam em branco ou nulo e 5% permanecem indecisos.

Nos demais cenários testados, Zucco registra 45% contra 40% de Gabriel Souza. Já Juliana Brizola aparece com 45% diante de 39% do candidato do MDB.

Os números indicam que Gabriel ainda está atrás dos dois líderes, mas continua exercendo um papel importante na eleição. Com 22% no cenário estimulado, os votos atualmente destinados ao candidato do MDB poderão ser decisivos em uma eventual segunda etapa.

Pesquisa espontânea revela muitos indecisos

Quando os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, Zucco e Juliana Brizola aparecem novamente empatados, ambos com 18%. Gabriel Souza tem 9% e Marcelo Maranata, 2%.

O dado mais expressivo da pesquisa espontânea é o número de pessoas que ainda não sabem em quem votar: 44%. Outros 7% dizem que pretendem votar em branco ou anular o voto.

O elevado percentual de indecisos mostra que, apesar da proximidade do primeiro turno, uma parcela significativa do eleitorado ainda pode mudar os rumos da disputa. Campanha nas ruas, debates, propaganda eleitoral e acontecimentos das próximas semanas poderão influenciar diretamente o resultado.

Três projetos em disputa

Zucco é deputado federal, tenente-coronel da reserva do Exército e representa o campo da direita. Ele foi deputado estadual entre 2019 e 2022 e chegou à Câmara dos Deputados em 2023. Sua trajetória política está ligada principalmente às pautas de segurança pública, agronegócio e oposição ao Governo Federal.

Juliana Brizola, candidata do PDT, é ex-deputada estadual e neta do ex-governador Leonel Brizola. Sua campanha busca resgatar a tradição trabalhista do partido, com destaque para temas como educação pública, valorização do magistério e ampliação de políticas sociais.

Gabriel Souza é o atual vice-governador do Rio Grande do Sul e concorre pelo MDB. Médico-veterinário e ex-presidente da Assembleia Legislativa, apresenta-se como o candidato de continuidade da atual administração estadual, defendendo equilíbrio fiscal e manutenção de programas do governo Eduardo Leite.

Cenário aberto até o último voto

Além do empate nas intenções de voto, Zucco e Juliana também registram o mesmo índice de rejeição: 42%. Gabriel aparece com rejeição menor, de 29%, fator que poderá ser explorado pelo candidato do MDB na tentativa de crescer na reta final.

A pesquisa anterior citada na divulgação mostrava Juliana com 38% e Zucco com 32%. A mudança para o atual placar de 36% a 35% reforça a possibilidade de novas movimentações até o dia da votação.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Rio Grande do Sul entre os dias 5 e 9 de setembro, por meio de entrevistas telefônicas e pela internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-05497/2026.

Pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas e não garantem o resultado das urnas. No entanto, os dados mais recentes indicam uma eleição extremamente equilibrada, com segundo turno provável e uma disputa que poderá ser definida por uma pequena diferença de votos.

Fontes: Real Time Big Data, UOL, Agora RS, Câmara dos Deputados, Governo do Rio Grande do Sul e Tribunal Superior Eleitoral.