Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram eleitos neste domingo, 4 de outubro, para representar o Rio Grande do Sul no Senado Federal. Os dois conquistaram as duas cadeiras gaúchas que estavam em disputa nas Eleições 2026 e terão mandatos de oito anos, a partir de 2027.

A disputa foi marcada por uma votação muito próxima entre os dois eleitos. Na atualização mais recente da apuração, Sanderson aparecia com aproximadamente 30,1% dos votos válidos, enquanto Marcel van Hattem também registrava cerca de 30,1%. Os dois ultrapassaram a marca de 3,4 milhões de votos.

Logo atrás ficaram Manuela D’Ávila (PSOL), com cerca de 17% dos votos, e Paulo Pimenta (PT), com pouco mais de 16%. Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) apareceram na sequência da apuração.

Diferentemente das eleições para presidente e governador, a disputa para o Senado não possui segundo turno. Em 2026, cada eleitor gaúcho teve direito a escolher dois candidatos, sendo eleitos diretamente os dois nomes mais votados no Estado.

Sanderson chega ao Senado após exercer mandato de deputado federal. Ex-policial federal e ex-integrante do Exército, o parlamentar teve atuação na Câmara especialmente ligada a temas de segurança pública.

Marcel van Hattem também deixa a Câmara dos Deputados para assumir uma cadeira no Senado. Antes de exercer dois mandatos consecutivos como deputado federal, o político do Novo também teve passagem pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Com o resultado das urnas, Sanderson e Marcel passam a integrar, a partir de 2027, a representação gaúcha no Senado ao lado de Hamilton Mourão (Republicanos), cujo mandato não estava em disputa nesta eleição.

As duas cadeiras renovadas em 2026 correspondem aos mandatos que atualmente são ocupados por Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP). Segundo a cobertura eleitoral, nenhum dos dois concorreu à reeleição para o Senado neste pleito.

O resultado confirma uma mudança significativa na composição da bancada gaúcha em Brasília, com dois atuais deputados federais passando para o Senado e assumindo mandatos que se estenderão até 2035.