O candidato a deputado estadual Alequis Lopes Pinto, do PSB, que concorre nas eleições de 2026 com o nome de urna Alequis Coletivo, explicou em entrevista ao Hora Política como pretende organizar o mandato coletivo caso seja eleito para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Segundo Alequis, o projeto atualmente reúne 17 pessoas: ele, na condição de candidato titular, e outros 16 integrantes apresentados pelo grupo como “co-deputados”. A proposta é formar uma estrutura semelhante a um conselho, na qual pautas e posicionamentos sejam debatidos coletivamente antes de serem apresentados pelo titular.
“A candidatura coletiva é um grupo de pessoas que concorrem juntos num projeto para eleger um titular e formar como se fosse um conselho, onde as decisões do coletivo vão ser tomadas em conjunto e o titular vai representar a decisão que o coletivo tomar”, explicou durante a entrevista.
Na legislação eleitoral, entretanto, a candidatura continua sendo formalmente individual. O Tribunal Superior Eleitoral estabelece que não existe previsão legal expressa para uma candidatura coletiva como mandato compartilhado. O grupo pode ser identificado no nome da candidatura e organizar internamente sua atuação, mas apenas o candidato registrado pode ser diplomado e assumir formalmente o cargo de deputado estadual caso seja eleito.
Assim, quando Alequis se refere aos demais integrantes como “co-deputados”, o termo representa o modelo de organização política proposto pelo grupo, e não um cargo parlamentar reconhecido individualmente pela legislação.
Durante a entrevista, o candidato afirmou que pretende permitir que os integrantes participem da construção das pautas, reuniões e articulações relacionadas ao mandato. Já atos que dependem formalmente da condição de parlamentar, como votações e manifestações institucionais reservadas aos deputados, permaneceriam sob responsabilidade do titular.
Alequis afirmou que o coletivo possui representantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, citando municípios do Litoral Norte, da Região Metropolitana, da Capital e também do interior do estado.
Entre as cidades mencionadas pelo candidato estão Cidreira, Tramandaí, Capão da Canoa, Palmares do Sul, Viamão, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Lavras do Sul e Agudo.
Segundo ele, a intenção inicial era construir uma representação especialmente ligada ao Litoral Norte, mas o projeto passou a incorporar integrantes de outras regiões.
Atuação nas comunidades
Um dos principais pontos apresentados pelo candidato é a intenção de estabelecer um mandato com participação direta das comunidades.
Alequis definiu o modelo como um mandato “de baixo para cima”, afirmando que pretende utilizar as demandas apresentadas pela população das diferentes regiões como base para as decisões políticas do grupo.
“Nós não queremos tomar as decisões fechados num gabinete. Nós queremos tomar as decisões pautadas em cima daquilo que o Joãozinho, a Mariazinha precisa lá no reduto dele, lá na região, lá na base dele”, declarou.
Na avaliação apresentada pelo candidato durante a entrevista, a presença de integrantes em diferentes municípios permitiria que demandas locais fossem levadas ao grupo e discutidas antes da definição do posicionamento do mandato.
Alequis também destacou o Litoral Norte como uma das regiões que pretende representar caso seja eleito, defendendo maior presença política da região dentro da Assembleia Legislativa.
Ao mesmo tempo, afirmou que a atuação não ficaria restrita ao litoral. Segundo o candidato, a expansão do coletivo para outras regiões permitiria construir uma rede de representantes locais para identificar demandas e encaminhá-las ao mandato.
A candidatura de Alequis Lopes Pinto está registrada no Tribunal Superior Eleitoral para deputado estadual pelo PSB, utilizando o nome de urna Alequis Coletivo.







